domingo, 30 de outubro de 2011

Para um alguém distante...

Meu amor, volte para os meus braços.
Morro de saudades dos seus amassos.
Preciso de novo do teu calor.
Como, naquela noite que o nosso furor,
Deixava os vidros embaçados.

Meu amor, quero olhar para teu olhar.
Me agrada até olhar para a lua.
Mas, queria mesmo é cumprir a promessa,
feita na madrugada avessa,
e voltar para te amar…

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Viagem de algum dia.

A água corre pela cachoeira, a vida corre.
O caminho é só pedregulho.
Prudência em uma queda d'água é requirida,
na chegada ao riacho tudo pode estar acabado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Oposição

Contesto um não.
Desprezo um beijo.
Ausente a devida explicação,
e o amargo de um doce desejo.

domingo, 15 de maio de 2011

Das utopias

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"

Mário Quintana

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Prece por um mundo ajustado...

Estou por aqueles
atacados por ondas gigantes.
Saíram das suas casas
Para um abrigo afagante

Construir uma nova cidade,
levantar do chão.
O que aconteceu em segundos
destruiu uma sociedade.

Estou por aqueles
vítimas da crueldade,
sofrem pelo desamor de outrém,
entristecendo os próximos.

Que por um distúrbio,
já foi, quem não devia ir
também se foi, os inocentes
sangue puro derramado.

Estou por aqueles,
sofredores de preconceito.
Presente nas guerras
Será o seu deus, ou o meu deus?

Nenhum dos deuses
quer assistir sangue derramando
e o caos entre humanos
trazendo desamor profano.

Estou por aqueles,
que assistiram à sua casa cair.
Até mesmo em suas cabeças,
E o nível da chuva subir.

A festa, virou uma tragédia,
foi tudo soterrado
junto com seus bens.
Sem morar, sem comer, sem dormir.
Agora, apenas lamentar...


"...O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
O MUNDO ESTÁ AO CONTRÁRIO,
E NINGUÉM REPAROU..."

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Paixão eloquente.

Corra então, vá rapidamente ao encontro do amor.
Ao abraço dos seus braços, transferindo calor mútuo entre os corpos.
Sinta então, como nunca houve anteriormente.
O pulsar de um alguém como se o seu próprio coração estivesse á bombear sangue entre as veias.

Faça então, o mais eloquente contato com a paixão.
Bagunce a cama, apague a luz, jogue as roupas no chão, nada importa agora.
Torne então, o sexo como realmente deve ser:
ardente, caótico, apaixonante, sincero, confiante, irrestrito às regras...

domingo, 3 de abril de 2011

Palavras vomitadas sobre outro mundo...

...e mais nada além de outro desabafo medíocre.

Aqui estou, em um outro mundo
Ambientado com ares diferentes
Mais pessoas desconhecidas
e certo desconforto causado por essa gente.

É possivel melhorar,
se o tempo ajudar,
outras vozes te desejando bom-dia
outros mestres, outros companheiros.

Saudades da minha magrela,
ela sabia tudo o que me rodeava,
ela sabia tudo o que me acontecia.
Me ajudava quando eu precisava,
cadê você, minha guria?

Sobre mim, você sabia mais do que eu.
Planejando o futuro, juntas.
Narrando as mais secretas desventuras,
O nivel de intimidade com os outros,
tanto não me permitem agora.

É possivel que alguem entenda,
naquele espaço diferente
que não chamo mais de meu.
Pois pelo o que sei, ninguem me compreende...

sábado, 12 de março de 2011

Descrição

A cama ainda estava remexida e úmida de suor que escorrera entre os corpos ardentes. O perfume das roupas se misturava com os vários aromas presentes no ambiente, desde a paixão incontrolável até a sutil lavanda que pairava sobre o ar. Posterior á uma série de prazeres, o silêncio tomou de conta daquele quarto escuro, que continha um feixe de luz vinda de um abajur. Fitaram atenciosamente um ao outro e trocaram olhares misteriosos – e irresistíveis – durante um bom tempo. A janela semi-aberta deixava entrar a brisa fresca para os amantes. Enquanto os minutos se passaram, a vontade de continuar naquele leito pelo resto da noite aumentava. Ela teve de ir embora, mas jamais se esquecerá da maneira em que seu parceiro direcionava os olhares – cheios de mistério e conquista – para ela.

terça-feira, 8 de março de 2011

Á beira-mar.

Queria estar á beira mar,
Com uma bebida gelada
e alguns cigarros pra tragar.

É a textura da areia branca
O céu azul anil.
A leveza das ondas,
Que me fascina e encanta

Queria estar á beira-mar,
Com horizontes diferentes
e algo iria mudar.

Lá, estaria mais contente
em ver a maré crescente
até o dia acabar.

Queria estar á beira-mar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

No Corpo

No Corpo

De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos,
Junto com o jornal velho pelos ares

O sonho na boca, o incêndio na cama,
O apelo da noite
Agora são apenas esta contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.

A poesia é o presente.

Ferreira Gullar

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Palavras ao vento.

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SAUDADES... VOCÊ :)':

Ah, você também é um espetáculo, em todos os sentidos!